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Jornalista formada pela Ufal, que quando lembra de usar este espaço, dele o faz a expressão do seu sentir, pensar, viver ou às vezes apenas um artifício para matar o tempo. *E3* Existencialismo, estética e espontaneidade
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Sexta-feira, Abril 24, 2009

Divagando

Pegou o elevador. Na hora de dizer o andar para o ascensorista, guardou o sorriso envergonhado ao dizer "subsolo". E logo no corredor viu muitos rapazes sentados em cadeiras esperando as salas serem abertas. Sentiu um frio na barriga e não conseguiu nem dizer bom dia, quanto menos perguntar onde ficava o lab 03.

Caminhou pelas salas sem muita pressa e foi acostumando com a sensação de estar de baixo da terra, mas não é q tinha janelas, e tinha até escada. E ao fim do percurso encontrou a sala, está já estava aberta e com muitos rapazes esperando a aula começar. E quando todos terminaram de entrar e quando a aula começou, sentiu como era estar num colégio de rapazes ou cursar engenharia, ciências da computação ou qualquer curso na área de exatas...

E o professor explicava que uma pesquisa num supermercado estrangeiro comprovou que perto do fim de semana aumentava o consumo de fraldas descartáveis e cerveja e diante desta contastação eles reposicionaram a cerveja e as fraldas na mesma pratileira para facilitar as compras e elas ainda aumentaram. De repente ela se vê pensando em voz alta: "só podia ser pensamento de homem." E ao calar-se uma tensão maior do que a que sentia quando percorria toda aquela sala cheia de rapazes para ir ao banheiro, até constatar que os rapazes acharam graça, "livrei-me de uma boa" pensara. 

Ela mesmo nem se reconhecia, antes na escola, em palestras, reuniões ou quando cursava jornalismo, nunca se posicionara tanto e olha que ela nem entende do assunto. Conversou com o professor em todos os intervalos. Ao retornar do almoço o assunto começou a complicar a cabeça a fervilhar, mas sobreviveu. Mas os próximos 18 meses ainda a deixam apreensiva...

Sábado, Março 21, 2009

Grupos de Cinema

Imagine a seguinte situação: Você estuda num colégio de freiras, embora nenhuma delas seja mais professora ou se quer as veja pelos corredores. Mas isso ao menos serve para descrever que é um colégio conservador. Você está em seu segundo ano neste colégio, começou fazendo a 8ª série em 1999, hoje 9º ano do ensino fundamental, e está cursando o 1º ano do ensino médio. Em particular você não tem muitos amigos, embora conheça muita gente, mas está na idade de começar a entender quem verdadeiramente é amigo e quem é mero conhecido.
Não curte muito os professores, só o mais jovem de todos que tem pinta de artista e que por ser professor de redação faz umas leituras muito interessantes com sua vozeirona.
Próximo ao fim do ano você fica sabendo que estão montando um grupo de cinema, tinha outros grupos de leitura, de catecismo e de nem sei mais o que. Contudo o de cinema definitivamente é o que parece mais atrativo. E você não tinha mais nada para fazer, pensou que ao menos com esse você poderia se divertir, quem sabe até assistir uns filmes legais, tipo aqueles que você ainda não tinha visto na TV ou locado.
Logo na primeira reunião fica claro que você é diferente das pessoas que também interessaram-se por este mesmo grupo, pois todos querem ser atores e atrizes e você definitivamente não quer isso, pois nunca conseguiu ver-se desse jeito. Outra coisa que fica bem evidente é que o objetivo do grupo é o de filmar uma adaptação de um conto de Lygia Fagundes Teles. E você entra nessa sem nem saber como faz ou se sabem fazer, mas é interessante. Sim, mas tem uma coisa muito importante que é o organizador do grupo, diretor e roteirista do projeto é aquele professor de redação bacana, super desenrolado. E ele ao ver que pode ter em você um apoio técnico logo lhe coloca na assistência sem pestanejar.
Poucas reuniões ou ensaios depois, lá estão vocês no Set que você como nem sabia nada de termos técnicos possivelmente nem chamava assim, mas inacreditavelmente você sabia o que era ser um continuista e assim assumiu esse cargo. 
Contudo houveram gravações que foram fora do colégio e a noite e por ter 16 anos e não conhecer o professor sua mãe não lhe deixou ir.
Você como sua mãe nem deu muita importância a isso.
Obviamente que muitos anos depois ou talvez uns dois apenas quando você finalmente restabeleceu contato com aquele professor e pode ver o vídeo, era impossível não perceber os erros que foram acentuados com a sua ausência nas gravações que sua mãe não lhe deixou ir.
Achou bonzinho o resultado, e nem quis ficar com cópia.
Na verdade você nem imaginava fazer nada próximo a isso de novo.

E mesmo depois de entrar na faculdade de Jornalismo em 2003 e com isso começar a frequentar oficinas de cinema e a tentar ser frequentadora de um cineblube, também não fazia planos de encarar essa arte a sério, estava ainda formando-se como apreciadora dela e se achando nesse mundo.
Por isso ia muito esporadicamente ao Espaço Cultural, para a saleta onde os meninos se espremiam nas cadeiras "confortaveis" de madeira, formando um enfileirado de cabeças que revesavam em ficar na frente na hora q vc mais estava prestando atenção no filme.
Você não tinha muita intimidade com discussões fílmicas ou com os grandes clássicos e como ia esporadicamente perdia de ver muita coisa boa, mas o seu olhar ainda era muito imaturo para muitos estilos cinematográficos, algumas histórias e polêmicas ainda lhe eram incompreensíveis.
E assim permaneceriam por mais algum tempo.


2000 inove

E a inovação é retomar isso aqui.
Num balanço desse primeiro trimestre pode-se dizer que 2009 tem sido um ano tranquilo e ainda novo.

Foi o primeiro ano que comecei com carteira assinada algo bom para uma futura aposentadoria, mas ainda precisa de muito chão para que com isso venha a garantia de um bom sustento.
Sim, estou num bom emprego, ainda não é o dos sonhos, mas me permite ver um futuro no que faço e ver as possibilidades para concretizar as etapas que preciso para chegar próximo aos sonhos, rs

Cenas dos próximos capítulos:
Ainda teve Olhar Brasil em Janeiro, teve também o fato de não ter sido selecionada, e de ter que ser entrevistada.
Uma de minhas primeira inovações foi começar a fazer hidroginástica.
Construi meu primeiro roteiro de documentário.
E meti a cara para ir gravar o Corujão em fevereiro.
E meti a cara para viajar para Bahia.

Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

Thio


Quinta-feira, Setembro 18, 2008

Em águas revoltas

Vai que foi efeito da temporada de chuva, e mesmo com sombrinha, com capa e até com bote, seria difícil de sair inteira depois de um transtorno, não não foi um tornado, foi uma crise que invadiu julho que ainda persiste até estes dias de setembro.
Tudo começou com um tentativa de vida dupla, ou quase tripla. Desde março que eu estive em contato com um projeto jurídico, teve contatos em abril, reuniões em maio e silêncio em junho, até ressurgir em julho e exigir que eu me dedicasse a isso diariamente. E ainda mais desde o começo de maio que um Olhar Brasil havia se instalado por aqui, e eu nele embarquei para acompanhar perplexa, curiosa e empolgada. Porém na última semana de maio eu tinha aceitado o convite de ser uma saudavel subversiva, o que fez de junho um mês intenso entre burocracias, planejamentos e sonhos, e julho parecia que ia ser assim também.
E eis que na terceira semana de julho, a minha vida se concentrava nesses três intuitos, preocupações e possibilidades de um Olhar Circular, de um Olhar Brasil e de um mundo jurídico.
E não sei se foi por esta junção que eu passei um sábado inteiro com dor de cabeça. Como não gosto de tomar remédio e imaginei que era cansaço fui dormir cedo. E eis que no outro dia de manhã seria o primeiro dia de minha tormenta. Onde eu faria uma parceria inesperada com uma tontura inexplicável, e além disso, teria pseudos diagnósticos, e ganharia a suspeita de labirintite e de distúrbio da tireóide, mas que ao fim de três semanas adoentadas tudo não passaria de uma tempestade psicossomática.
Talvez fosse o meu corpo digerindo o amadurecimento de minha fase adulta, de meu estar no mundo sem muito rumo e correndo contra muitas marés.
E esta foi só a primeira etapa, pois ao tentar me recompor do psicossomático, levei uma rasteira da maldade do mundo, e fui assaltada pela primeira vez na vida.
Dois sustos, e o que a tormenta psicossomática me fez foi ficar convalescente em casa, já a tormenta da doença do mundo me deixou convalescente dentro de mim.
Não sei mais necessariamente a dimensão do meu medo.
Antes eu tinha medo de ficar doente, tinha medo de ser assaltada, e de me ver numa situação financeira difícil, o que foi a terceira etapa dessa história.
Pois toda a minha família está numa fase muito complexa em termos financeiros.
E eu não sei muito bem que planos fazer, que medidas tomar ou como me precaver.
Eu sei que peço a Deus que esta tormenta seja superada completamente, e torço por uma bela e amistosa abonança.

Retrospectiva do meio do ano

Apresentar o meu Trabalho de Conclusão de Curso, algo que mais tive receio do que ansiedade, e algo que acabou sendo mais difícil pois só me livrei desse tormento com duas horas de atraso. E lá estava eu realizando o meu primeiro feito como formanda. Foi assim que comecei março.
E depois desse passo, eu nem dei muitos, queria mais era ficar de bobeira, aproveitar as "férias" antes que a responsabilidade batesse à minha porta. Mas eis que mesmo eu fugindo dela, não foi que ela deu um jeito de me assombrar.
Antes que março terminasse eu recebera uma proposta de emprego, e começou um processo que só foi se concretizar em julho, mas é claro que muita coisa rolou nesse meio de caminho. Comecei uma parceria que me ensinou muito e divertiu também, pois como é que se faz mesmo a assessoria de um artista plástica? Só coisa de gente doida mesmo... Celebramos um bucado, mas o dinheiro já começava a ausentar-se.
Abril foi o mês das cerimônias e mais algumas celebrações, Colação de grau ou meu dia de beca, colocação da placa e missa (minha mãe fez questão de ir). E aí tornou-se oficial, não havia mais vínculo com a Ufal.
Maio sempre é um mês especial, ainda mais por terminar com o meu aniversário, rs Foi aí que fiquei sem computador, foi aí que começou um Olhar Brasil, foi aí que tive boas e nem tão boas surpresas, mas tive uma ótima festa, mesmo não estando muito feliz com os meus amigos. Recebi algumas propostas de trabalho, uns temporários e outros que pareciam que iam durar.
Junho foi um mês de aprender a ser Saudavel subversiva, algo que não foi só flores e que eu nem sei se aprendi mesmo. Eu fiquei deslumbrada com um olhar circular, eu fiquei realizada de poder fazer filmes, mas nada ficou além do projeto, ou do 1° corte.
Pois foi só julho começar que às águas se tornaram um tanto revoltas...

Domingo, Agosto 24, 2008

Só o senhor do Bomfim...

Queriamos tanto um reeencontro que depois de 4 meses acabamos foi nos desencontrando. Com isso cada um ficou do seu lado, com seus motivos e suas mágoas. Até q ele, esse tal bobo que me veio de presente, resolveu que nossa história não ia terminar assim.
Ele não deu trégua, e aos poucos foi quebrando os meus receios e degelando a minha "frieza". Sim, ele decidiu que o nosso reencontro finalmente iria acontecer. Meio que receoso e ainda com suas angústias esse foi o recado que ele mandou, "Vou aí te ver". E assim após 9 meses, ele começou a organizar o reencontro.

As dúvidas faziam de tudo para mantê-lo longe de mim, mas tinha um sentimento lá dentro, ou mais de um que fez ele persistir apesar de tudo e todos.
E eis que tinha que acontecer pequenos desencontros antes de sua chegada: 1- meu celular roubado; 2- ele não me ligou quando disse q ia; 3- me ligou quando eu não achei mais que ia; 4- achou q eu não estava empolgada com a vinda dele.

E eis que eu pego o ônibus p rodoviária, que por sinal os anjos permitiram q ele passasse rapidamente. Estava ansiosíssima e em estado de choque, era difícil acreditar que era real. Mas não foi difícil de reconhecer aquele "menino fofo de sorriso maroto e pés de prancha". Diz ele que eu fiz uma de minhas caras enigmáticas knd nossos olhares se encontraram. E depois foram os corpos que se aproximaram, em seguida os lábios timidamente.

E ali começava as nossas 24 horas de reencontro, onde eu poderia realizar-me ao carregá-lo pela mão, knd ele não tentasse se guiar sozinho. E que eu poderia sentir que não somos dois estranhos, só duas pessoas afetadas pela distância. Que a nossa química pode ser aprimorada mais uma vez. Pude provar a ele o quanto sua vinda significava para mim, através de palavras, caretas ou gestos. Que nós passamos mais uma madrugada em claro, relembrando e criando mais lembranças inesquecíveis.

Descobrimos o quanto é bem melhor implicar pessoalmente. Colocamos vários pontos nos is, de todas as nossas confusões ou quase todas. Percebemos que a internet nos deu liberdade de sermos íntimos sim, com ela ou sem ela. E sabemos que esse recomeço está só começando...

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

Ainda na tempestade

Falta menos de uma semana p que a minha saudade complete três meses.
E essas palavras são o desabafo de uma pessoa que viveu fortes emoções ano passado... Inacreditavelmente ainda vivenciei a experiência mais forte de todas no começo do último mês daquele bendito ano, eh daquele pq agora eh passado. O ano é passado. O ritmo frenético e espontâneo também, já que tive q começar esse ano tendo q finalizar o processo tececístico, minha despedida da faculdade.
E ao contrário do ano a experiência não se findou naquela doce madrugada, e está acompanhada do desejo que embalou o começo desse ano. Um desejo tão forte quanto a experiência vivida, mas também muito doloroso.
Sim em meu peito eu abrigo esse doce desejo, só que esse desejo me maltrata, porque veio com um empecilho, mais de 500km de empecilho, ai ai ai ai ai
E p mim é uma tortura, fora a tortura que nos mesmos provocamos... rs A tortura é saber que existe um sentimento que não pode ser concretizado, um sentimento que nunca foi tão palpável em minha vida, mesmo nessa estrutura "virtual".
Pois é eu só sinto não ter todo esse carinho do meu ladinho, e tá difícil de encarar essa ausência, e de acreditar q ela se transformará em nossa presença, sabe-se lá quando... e lá vamos nós...

Quarta-feira, Janeiro 23, 2008

Aquele caminho...


Tá aki no negativo da minha memória... e tem vezes que eu fico absorta só lembrando e tem outras que as lembranças me invadem e eu brinco de reconstituir tudo daquela noite... Sim a anterior tbm conta, o forró, a conversa, mas foi na seguinte, naquela noite que vc me mostrou que queria fazer parte da minha vida, o que me fez mto feliz e eu só pude querer fazer parte da sua tbm.
E depois de tantas reconstituições, fui convidada pela minha saudade a transcrever cada momento do nosso percurso, a compartilhar mais um bucado contigo...

Sim, p mim tudo ficou mais claro ao te ver naquele ônibus sem os seus amigos...
E aí o desafio era travar uma conversa e fazer o interesse progredir até um clima mais propício rolar, kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
E o percurso foi o de andar até o marco zero.
Na ida, os pensamentos desconfiados "será que vai rolar?", "será que vai ser bom?", "como vai ser?". Aquele pisar em ovos, "poxa, ele parece tão legal", "e essa minha vergonha que não passa...".
O meio do caminho foi a minha busca por um lanche e vc pacientemente brincando comigo e esperando... Aquele frevo q nem vc nem eu sabiamos como brincar, até q decidimos brincar juntos... "Podemos tudo", poxa ficou até mais claro nos gestos do que nas palavras, pq não teve palavras depois disso, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
E aí o que me encanta agora é lembrar do caminho de volta, sim, porque aí eu lembro de como estavamos felizes e chameguentos, e carinhosos, e desejosos, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pois é aquela volta do Marco Zero, aquelas paredes, hj são minhas lembranças queridas...
Até o próximo capítulo...
Nostre bacci